Saudade de um tempo que as frutas eram doces
As tardes eram de brincadeiras
Que nos almoços tinha pirão e cozido.
Saudade das manhãs no Catecismo e passeio no bosque
De banho no quintal e de lavar as bicicletas.
Tempo bom aquele que estar limpas tinha cheiro de Alfazema Suissa.
E a sujeira tinha pó de serra.
Tempo bom aquele que fazer pastéis era festa.
E a cada visita balas de leite e fruta-do-conde.
Por que passou o tempo do suco de mangaba,
Das tarde comendo umbu e seriguela?
A safra do amendoim cozido se foi.
Mas tudo bem, o tempo não é o mesmo aos meus olhos.
Mas aquele faz bater até hoje uma máquina chamada coração.
domingo, 7 de novembro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Amor-mais-que-perfeito!
não importa quanto dura
onde acontece
se vinga
se passa
se é platônico ou recíproco
se é de mãe ou amante
de irmão ou amigo
o que importa na verdadade
que no fundo do nosso peito
seja PERFEITO!
onde acontece
se vinga
se passa
se é platônico ou recíproco
se é de mãe ou amante
de irmão ou amigo
o que importa na verdadade
que no fundo do nosso peito
seja PERFEITO!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Eu quero ser mãe...
Eu quero ser mãe
Para juntos rezar o Rosário
Pedir intercessão por sua saúde
Paz, harmonia e bom salário
Eu quero ser mãe
Para fazer chazinho
Curar a dor
E dar muito carinho
Eu quero ser mãe
Para em cada colo ter um neném
Fazer bagunça a mesa
E a tudo dizer "amém"
Eu quero ser mãe
Para separar as melhores pinhas
Eu quero ser mãe
Para contar as melhores histórias
Eu quero ser mãe
Para escolher as melhores mangas
Eu quero ser mãe
Para juntos percorrer a procissão
Eu quero ser mãe
Para fazer os melhores doces
Eu quero ser mãe
Para alimentar todos os sonhos
Eu quero ser mãe
Para acolher meus filhos com seus netos
Eu quero ser mãe
Para apoiar meus filhos em suas profissões
Eu quero ser mãe
Para amar de longe, mas querendo ter perto
Eu quero ser mãe
Para dar beijo na testa todos os dias
Eu quero ser mãe
Para gargalhar gostoso o que ouço dos meus amados
Eu quero ser mãe
Para mostrar meu ofício em cada visita deles
Eu quero ser mãe
Para ver um choro sincero e amor profundo
Eu quero ser mãe
Para prometer que em todas as férias estarão comigo
Eu quero ser mãe
Para que minhas orações tenham peso 2
Eu quero ser mãe para um dia ser AVÓ.
Para juntos rezar o Rosário
Pedir intercessão por sua saúde
Paz, harmonia e bom salário
Eu quero ser mãe
Para fazer chazinho
Curar a dor
E dar muito carinho
Eu quero ser mãe
Para em cada colo ter um neném
Fazer bagunça a mesa
E a tudo dizer "amém"
Eu quero ser mãe
Para separar as melhores pinhas
Eu quero ser mãe
Para contar as melhores histórias
Eu quero ser mãe
Para escolher as melhores mangas
Eu quero ser mãe
Para juntos percorrer a procissão
Eu quero ser mãe
Para fazer os melhores doces
Eu quero ser mãe
Para alimentar todos os sonhos
Eu quero ser mãe
Para acolher meus filhos com seus netos
Eu quero ser mãe
Para apoiar meus filhos em suas profissões
Eu quero ser mãe
Para amar de longe, mas querendo ter perto
Eu quero ser mãe
Para dar beijo na testa todos os dias
Eu quero ser mãe
Para gargalhar gostoso o que ouço dos meus amados
Eu quero ser mãe
Para mostrar meu ofício em cada visita deles
Eu quero ser mãe
Para ver um choro sincero e amor profundo
Eu quero ser mãe
Para prometer que em todas as férias estarão comigo
Eu quero ser mãe
Para que minhas orações tenham peso 2
Eu quero ser mãe para um dia ser AVÓ.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O Galinho de Quintino voltou...
Ser Flamengo
Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição. É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.
Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.
Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.
Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.
Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.
É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.
(Artur da Távola)
Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição. É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.
Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.
Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.
Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.
Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.
É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.
(Artur da Távola)
terça-feira, 1 de junho de 2010
Novo Acordo Coletivo de Trabalho
"A LENDA DO REI CAPENGA
Em certo reino um rei havia
De nobre estirpe secular
Que começou, um belo dia,
Do pé direito a capengar.
Um calo enorme era o motivo
Que dava ao rei um tal cacoete:
_Calo feroz, duro, agressivo,
Plantando sobre o tal joanete.
Mas essa causa assim plebeia
Ficava mal se publicar;
E toda a corte teve a ideia
De andar coxeando, a capengar.
Prícipes, duques e marqueses,
Viscondes, condes e barões
Andavam, coxos e corteses,
Com mil mesuras nos salões.
Passou da corte à burgeuseia
O modo esdrúxulo de andar;
Vulgarizou-se a tal mania
E andava o povo a capengar.
Desde a nobreza solarenga
Ao camponês da rude grei,
Tudo no reino era capenga
Para engrossar o velho rei.
E o rei sorria, satisfeito
Por ser benquisto e popular;
Não era mais nenhum defeito,
Naquele reino, o capengar.
Mas eis que, um dia, um tipo surge,
Em passo firme, andando bem;
O povo, unânime, se insurge,
E a corte a fúria não contém.
Possessa, dis toda a cidade:
_Castigo, dê-se-lhe, exemplar!
Crime é de lesa-majestade
Viver, aqui, sem capengar.
É preso o infame; e logo o júri
Se reúne ali, dos cidadãos,
Para que o crime, enfim, apure
E o vil, da lei, caia nas mãos.
E clama o júri: _O reino insulta!
O nosso rei tenta aviltar!
E ruge e freme a turbamulta,
De um lado a outro, a capengar.
Mas fala o réu: _Por Jesus Cristo,
Não me mandeis para galés!
Se ando direito, é só por isto:
_Eu sou capenga dos dois pés..."
(Bastos Tigre, Antologia poética, vol. 1 pp. 272 - 274)
Em certo reino um rei havia
De nobre estirpe secular
Que começou, um belo dia,
Do pé direito a capengar.
Um calo enorme era o motivo
Que dava ao rei um tal cacoete:
_Calo feroz, duro, agressivo,
Plantando sobre o tal joanete.
Mas essa causa assim plebeia
Ficava mal se publicar;
E toda a corte teve a ideia
De andar coxeando, a capengar.
Prícipes, duques e marqueses,
Viscondes, condes e barões
Andavam, coxos e corteses,
Com mil mesuras nos salões.
Passou da corte à burgeuseia
O modo esdrúxulo de andar;
Vulgarizou-se a tal mania
E andava o povo a capengar.
Desde a nobreza solarenga
Ao camponês da rude grei,
Tudo no reino era capenga
Para engrossar o velho rei.
E o rei sorria, satisfeito
Por ser benquisto e popular;
Não era mais nenhum defeito,
Naquele reino, o capengar.
Mas eis que, um dia, um tipo surge,
Em passo firme, andando bem;
O povo, unânime, se insurge,
E a corte a fúria não contém.
Possessa, dis toda a cidade:
_Castigo, dê-se-lhe, exemplar!
Crime é de lesa-majestade
Viver, aqui, sem capengar.
É preso o infame; e logo o júri
Se reúne ali, dos cidadãos,
Para que o crime, enfim, apure
E o vil, da lei, caia nas mãos.
E clama o júri: _O reino insulta!
O nosso rei tenta aviltar!
E ruge e freme a turbamulta,
De um lado a outro, a capengar.
Mas fala o réu: _Por Jesus Cristo,
Não me mandeis para galés!
Se ando direito, é só por isto:
_Eu sou capenga dos dois pés..."
(Bastos Tigre, Antologia poética, vol. 1 pp. 272 - 274)
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